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Bux e Looks


O que é moda para você?

Fiz uma enquete experimental no meu Instagram, perguntando se as pessoas consideravam moda algo fútil. Embora a maioria tenha votado que não, uma quantidade considerável de pessoas votou que sim. E este post é para vocês. J




Para ser bem sincera, eu acho compreensível quando alguém liga moda a futilidade num primeiro momento. Porém, é só analisar a questão com um pouco mais de profundidade que a coisa muda de figura. É isso que vamos fazer agora.

Um pouco de história

Nas sociedades muito anteriores a essa que conhecemos hoje, já existia moda, só que de uma maneira bem diferente. Por muitos séculos, a vestimenta era apenas útil, isto é, servia como cobertura para o corpo, e era passada de geração para geração, marcando o lugar social de quem usava - a chamada era de costume.

No Antigo Egito, a vestimenta estava relacionada à religião e à preparação para a morte; na Grécia, as roupas eram simples e mostravam o corpo, e eram a expressão do indivíduo; só no século IV o corpo passa a ser realmente coberto, após a separação do Oriente e do Ocidente.

Vestido com inspiração na vestimenta grega.


Na Idade Média, usam-se túnicas porque não há distinção de gênero; é a época da valorização da alma, não dos corpos. No final dessa época é que os gêneros começam a se diferenciar, e a roupa masculina encurta devido à maior movimentação.

No século XVI, no Renascimento, acontece de fato o nascimento da moda: as roupas deixam de ser apenas itens materiais e passam a ter um significado simbólico, parte da construção da aparência. Essa mudança está relacionada ao desejo de mudança, à insatisfação com o passado e ao enriquecimento da burguesia.

O Barroco vem com rigidez e dramaticidade, peso e exagero, devido aos acontecimentos religiosos da Inquisição e guerras. A desconstrução da silhueta é uma marca desse período.

Barroco e inspiração na atualidade.


Na França, no século XVIII, a monarquia revolucionou o entendimento de moda e alterou a posição de seu país na escala social. Estabeleceu que a monarquia francesa usaria roupas absolutamente exageradas, maquiagem forte e peruca, de maneira bem caricata - o ideal da beleza artificial.

Com isso, ele conseguiu demonstrar que esse exagero era sinônimo de poder, e os demais países quiseram copiar o novo estilo. A moda instaurada mudou totalmente a política e a sociedade da época.

Exemplo de traje do Rococó.


É claro que, após esse período de excessos, o povo se deu conta da realidade e passou a criticar a monarquia. O excesso começou a ser considerado ridículo e a simplicidade, a ser valorizada.

E hoje?

Dando um salto para a nossa época, podemos ver as coisas de maneira bem diferente. A moda hoje é útil porque nos veste, nos aquece, nos cobre. Mas sua "função" vai muito além disso, e também supera a questão social e política.

Vivemos a era da individualidade. Hoje em dia, você pode ser o que quiser, pode fazer o que quiser, e a moda é sua grande aliada. O modo como você se veste mostra ao mundo quem você é. Sua atitude, sua imagem para a sociedade, são passadas para as pessoas por meio das roupas que você usa. Quer você queira, quer não.

E o que você usa... Foi você mesmo que escolheu? Será?




Quem não se lembra da cena icônica do filme O diabo veste Prada, em que a editora da revista Runway, Miranda Priestly, humilha sua funcionária, Andy, na frente de todos? Andy diz que não vê diferença entre dois cintos muito parecidos, e sua chefe faz questão de fazê-la passar vergonha:

"Ah, certo, entendo. Você acha que nada aqui tem a ver com você. Você vai até o seu armário e escolhe, digamos, este suéter horroroso, porque está tentando dizer ao mundo que se leva muito a sério para se importar com o que você vai vestir, mas o que você não sabe é que a cor desse suéter não é um simples azul, não é turquesa, não é lápis lazuli, ele é azul celeste. E você ignora o fato de que, em 2002, Oscar de la Renta fez uma coleção de vestidos azuis celestes, e acho que foi Yves Saint-Laurent que fez jaquetas militares azuis celeste. (..) O celeste apareceu depois em coleções de 80 outros estilistas e, então, passou para as lojas de departamento e, depois, foi parar em lojas populares, onde você sem dúvida comprou este, numa liquidação. No entanto, este azul representa milhões de dólares em incontáveis trabalhos, e é meio cômico como você pensa que fez uma escolha que a exime da indústria da moda, quando, na verdade, está usando um suéter escolhido para você pelas pessoas desta sala em meio a um monte de coisas." (tradução livre)

É isso. A moda está em todo lugar, e as pessoas que trabalham com moda fazem escolhas por nós, ainda que não enxerguemos isso. Tudo que está à venda está lá por um motivo e porque alguém decidiu que seria assim. 

Ir a uma loja qualquer e escolher uma roupa qualquer apenas para cobrir o corpo pode parecer uma renúncia à moda. Mas você está inserido nela assim mesmo. Acredite.

E, independentemente disso, fazer essa escolha também é uma possibilidade que o nosso mundo individualista permite. Poder usar algo que só você gosta ou escolher não seguir a tendência do momento são características da moda contemporânea. Se formos voltar no tempo, essa escolha não seria nem cogitada. 

Concluindo...

E é por tudo isso que moda não é fútil. A moda é uma representação de cada sociedade, dentro de suas particularidades e características, assim como a arte, a música, a literatura etc. 

É uma visão muito equivocada e restritiva pensar na moda apenas como vestidinhos bonitinhos produzidos para as pessoas consumirem ou em desfiles mirabolantes que ninguém compreende. A moda engloba todos nós, quem curte seguir as tendências, quem consome revistas da área, e também quem odeia falar sobre o assunto.

Não dá pra fugir.




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Em geral, costumamos seguir as mesmas combinações de cores sempre. Existem aquelas "fórmulas" que todo mundo compra e aplica ao próprio armário: preto e branco, jeans combina com tudo, cor forte com cor neutra... Isso tudo já não ficou meio chato?

Ao criar novas possibilidades de combinações de cores, o armário se multiplica, a imagem passada por meio das roupas também, os looks se tornam mais criativos e fogem ao lugar comum. Isso sem contar que é um belo exercício praticar a nossa criatividade tentando montar combinações bem diferentes daquilo que já estamos acostumados a usar.

Para colocar isso em prática, podemos usar o círculo cromático, ferramenta muito utilizada pelos profissionais de marketing e designers na criação de marcas, logos, capas de livros etc. Já falamos dele por aqui, lembram? O círculo nos ajuda a visualizar melhor a disposição das cores e nos oferece um mundo de possibilidades de combinações diferentes.


A seguir, vamos ver algumas possibilidades de combinações a partir do círculo e exemplos de looks pensados dessa forma.

1ª combinação: Cores complementares 

As cores complementares são opostas no círculo cromático. Essa combinação passa a sensação de vivacidade, de ousadia e de criatividade. É um bom caminho para criar looks modernos.

 
Combinação das cores opostas laranja e azul. A estampa floral quebra um pouco o impacto da combinação. É uma dica para quem não quer ousar muito.
                                                                           


Esse look traz as cores verde e roxo (tá mais para vinho, eu sei, mas continua valendo!). As cores dão um visual bem moderno, e a sandália contribui para a harmonia entre as peças.

2ª combinação: Cores análogas

As cores análogas são as que se encontram lado a lado no círculo. São mais fáceis de combinar por terem tons parecidos, criando looks harmoniosos. Essa combinação é quase um look monocromático, porém com um toque mais moderno.


Esse look combina o tom vinho com detalhes laranja, o laranja vivo e o amarelo. O pulo do gato aqui é jogar a terceira cor no acessório, nesse caso a bolsa, para não ficar excessivo. Finalizei com o mule neutro, que traz os pomponzinhos coloridos para dar um charme.


3ª combinação: Tríade 

A tríade é quando se combinam três cores que formam um triângulo no círculo. Essa é geralmente uma combinação mais informal e ousada. É mais difícil também de colocar em prática de modo que o look não pareça desconectado.

Esse look é um exemplo de tríade sem ser gritante: laranja (salmão), vermelho e azul. Esse azul, por ser jeans, fica mais neutro, e a terceira cor no acessório, mais uma vez, não chama tanta atenção, ao mesmo tempo que compõe o look.



4ª combinação: Monocromático

O look monocromático se caracteriza quando se usam vários tons da mesma cor, ou variações dessa cor. Essa combinação é considerada elegante e alonga a silhueta.

Tons de roxo/rosa combinados nesse look fofo. Finalizei com a sapatilha amarela, mas para um efeito de alongamento, o ideal seria manter a cor também no sapato.



E então... Prontas para se colorir? s2








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O que é?


O comprimento midi se tornou, desde 2015, um dos queridinhos das mulheres. É aquele tamanho que vai até abaixo do joelho e antes do tornozelo. Ele veio como opção para o trabalho, para o lazer, para uma festa... Pode ser usado em qualquer ocasião.



Os vestidos midi são tão versáteis que vão de looks para casamento até um casual churrasco com os amigos. É uma ótima alternativa para quem não gosta muito de saia longa, mas também não quer usar a curta.

Um pouquinho de história


Pouco se comenta sobre a origem desse comprimento, que aconteceu lá nos anos 1920. Nessa época, pós-Primeira Guerra Mundial, as mulheres começavam a entrar no mercado de trabalho e precisaram levantar seus vestidões para botar a mão na massa.

Mas foi em 1947 que o comprimento midi pegou de verdade. Christian Dior criou o seu New Look, que vinha contra a seriedade da época, tentando devolver às mulheres um pouco de leveza. Além da saia, Dior criou também o tailleur como o conhecemos hoje.



É incrível observar como todo esse look está em alta hoje em dia. A saia midi plissada voltou com tudo e está sendo muito usada atualmente. O tailleur é um clássico que nunca sai de moda. Dior revolucionou a moda na época e nos influencia até hoje.

Quem pode usar midi?


Sempre ouvi dizer que as meninas mais baixinhas (como eu) não devem usar comprimento midi, assim como não devem usar bota de cano alto, porque cria uma quebra na continuidade do corpo e achata a silhueta.

Para ser bem sincera, acredito que todo mundo pode usar o que quiser, desde que se sinta bem. Eu, particularmente, não me importo de ser baixinha e não tenho pretensão de parecer mais alta. Mas é claro que podemos sempre escolher peças que nos favoreçam e nos deixem mais bonitas.

No caso da saia/vestido midi, não vejo problema nenhum em baixinhas usarem. Caso você se importe com sua altura ou deseje parecer não tão baixa, dá pra combinar esse comprimento com um salto, de preferência da cor da sua pele, que dá a sensação de continuidade.

Usar uma blusa da mesma cor da saia ou um vestido todo da mesma cor também ajuda a parecer mais alta. Você pode combinar o look com sapatilha, sandália, ou algum calçado que deixe pele à mostra, o que também contribui para esse efeito.

Porém, se você, assim como eu, se sente confortável sendo baixinha e gosta do comprimento midi, vale tudo: tênis, mule, oxford, Scarpin e até bota. Nesse clima frio, vale combinar o comprimento midi com bota, sim! Inclusive se for uma calça midi (a famosa pantacourt). Veja algumas ideias para looks com pantacourt e bota.

Bora experimentar?


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Bruna Neves

Bruna Neves

Sou formada em Letras e trabalho no mercado editorial. Minha paixão sempre foram os livros e a escrita. Hoje, sou aspirante a produtora de moda e tento unir a antiga e nova paixão.

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